Por que o rebranding no B2B traz medo? Entenda como fazer a mudança com segurança
Rebranding traz medo porque envolve mudar uma marca que já faz parte da história da empresa. Entenda como diminuir o medo e tornar a mudança mais segura.
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Raissa Andrade
1/20/20246 min ler


Toda mudança gera insegurança e isso é normal. Mesmo uma mudança boa e planejada traz consigo o frio na barriga e o receio do novo.
O rebranding traz medo porque significa mudar uma marca que carrega a história, a reputação e parte do valor construído pela empresa. Para muitos fundadores B2B, a sensação de atualizar a marca é arriscar as conquistas alcançadas.
Mas rebranding não é começar do zero. É um processo de evolução da marca para acompanhar mudanças no negócio, no mercado, no público ou no posicionamento. É um sinal de maturidade do negócio.
Sendo bem planejado, é possível entender o que: será mantido, atualizado e construído para representar o novo momento da empresa.
Neste artigo, você vai entender por que o rebranding desperta tanto medo, quando continuar com a marca atual é arriscado e como tornar esse processo mais seguro para sua startup ou consultoria B2B.
Principais pontos que vamos abordar neste conteúdo:
O que leva uma empresa a fazer rebranding?
A mudança da marca assusta tanto por que?
Rebranding é uma evolução, não destruição
Permanecer com a marca antiga também tem um custo
Quando não dá mais para adiar a mudança
Fazer o rebranding da sua marca é seguro
O que leva uma empresa a fazer rebranding?
Se você parar pra pensar, marcas são muito parecidas com pessoas. Elas têm suas próprias crenças, objetivos, propósitos, personalidades e até mesmo seus “tipos” de clientes favoritos.
E, assim como nós, elas não ficam estáticas. Ao longo do tempo, suas necessidades e desejos mudam. Aqui entra o entra o conceito de rebranding.
Empresas mudam quando o negócio muda. Assim que a marca já não representa esse novo momento, chega a hora de ajustá-la:
Fusão ou aquisição;
Mudança de público;
Dificuldade de diferenciação;
Entrada em novos mercados;
Mudança de posicionamento;
Mudança no quadro de sócios;
Mudança no modelo de negócios;
Crescimento que deixou a marca para trás;
Entrada de novos concorrentes no mercado;
Desenvolvimento de novos produtos ou serviços;
Cada uma dessas mudanças pede a adaptação da marca ao novo contexto. De forma resumida: mudanças na estrutura da empresa pedem a mudança na marca, até porque, a marca é o reflexo do negócio.
Assim como nós aprendemos e nos adaptamos às novas situações da vida, as marcas também precisam evoluir para manter sua relevância e conexão com os clientes.
No B2B acontece o mesmo, por trás de cada CNPJ existem pessoas tomando decisões, comparando fornecedores e avaliando riscos. Por isso, se marca transmite insegurança, parece desatualizada ou não deixa claro seu valor, ela perde espaço antes mesmo da primeira reunião comercial.
A mudança da marca assusta tanto por que?
Quando se tratam de grandes transições na sua vida e na sua empresa, o frio na barriga se alastra pra todo o corpo. O terror da mudança é o estágio anterior aos benefícios que ela traz.
Como qualquer outra mudança na vida, mudar a marca desperta o medo do desconhecido. Existe uma ligação emocional a nossa marca, ela é a representação do sonho realizado.
Ela representa o primeiro cliente, os sacrifícios, as primeiras vendas, as noites mal dormidas, as decisões difíceis e a sensação de finalmente ter colocado sua ideia no mundo. Ela representa a sua história empreendendo.
Por isso, mudar a marca parece muito maior do que realmente é. O cérebro interpreta a mudança como uma ameaça ao conhecido e, naturalmente, tenta proteger aquilo que parece seguro. Mas, o conhecido nem sempre continua sendo o melhor lugar para a empresa estar.
Rebranding é uma evolução, não destruição
Mudar a marca parece destruir tudo construído até hoje. “E se não der certo?” “E se eu me arrepender?” “E se ninguém mais reconhecer minha marca?” “E se eu perder espaço para os concorrentes?”. Esses “se” são comuns na mente de todo empresário.
Pensar no rebranding como uma evolução ajuda a diminuir o medo da decisão. Outros fatores importantes para vencer esse medo:
Planejar bem a decisão;
Entender o momento do negócio;
Entender que a mudança da marca é natural;
Buscar profissionais qualificados para o projeto;
Avaliar de onde vem a motivação do rebranding.
Rebranding não significa jogar tudo fora. Significa decidir, com critério, o que precisa: continuar, mudar e nascer para acompanhar o novo momento do negócio.
Permanecer com a marca antiga também tem um custo
É difícil admitir, mas a marca que trouxe sua consultoria ou startup B2B até aqui foi útil — ela ajudou a colocar sua ideia no mundo — é hora de agradecê-la e seguir em frente. Para um novo momento de negócio, a marca precisa ser capaz de acompanhar.
De um lado, temos o medo do novo causado pela mudança, ele costuma paralisar nossas ações. Do outro, temos o conforto do conhecido, que esconde um horror ainda pior: o de não avançar e permanecer preso a um lugar no qual já não cabemos.
Porém, permanecer com uma marca que já não representa o negócio também traz um custo: perder diferenciação, dificultar a comunicação, confundir o mercado e transmitir uma percepção errada do valor legítimo da empresa.
A estagnação mata sonhos, ideias, pessoas, produtos e empresas. Mudar significa que estamos vivos, em movimento, buscando ser melhores. Sua preocupação não deveria ser mudar, deveria ser deixar a marca parada enquanto o negócio continua avançando.
O terror da mudança é momentâneo. Quando começamos a ver os resultados, ele logo desaparece, e percebemos que tudo valeu a pena.
Quando não dá mais para adiar a mudança
Bom, saber da necessidade de mudar não é suficiente, é necessário agir (e rápido). Principalmente, quando se trata de marcas, a mudança costuma ser adiada ao máximo possível (e impossível).
Sempre existe alguma outra prioridade: vendas, produto, contratação, operação, caixa. Até que a diferença entre o negócio atual e a marca fique extensa demais para ignorar. Então, começam a pensar na marca:
→ Estão sendo sufocados pela concorrência
→ Querem expandir, mas o nome não ajuda
→ Estão sofrendo algum tipo de crise de imagem
→ Não conseguem se diferenciar dos concorrentes
→ Times não conseguem se entender e falar a mesma língua
→ Marketing tem dificuldade de execução e em gerar resultados
→ Precisam transmitir profissionalismo porque vão entrar em um novo mercado
→ Alguém já registrou a marca antes, e agora, precisam de uma nova com urgência
Esses são alguns casos de leads e clientes que já vieram até nós. À essa altura, a urgência é grande e o rebranding passa a ser uma questão de negócio.
Fazer o rebranding da sua marca é seguro
No momento em que a mudança deixa de parecer uma aposta e passa a ser um processo com critérios, o medo diminui.
No Método Aguila, o projeto de rebranding é dividido em três etapas: Diagnóstico, Estrutura e Construção. Primeiro entendemos o negócio, o mercado e o problema central. Depois transformamos essas informações em definições estratégicas. Só então partimos para a construção do posicionamento e das identidades verbal e visual.
Ou seja: a nova marca não surge porque alguém “teve uma ideia legal”. Cada decisão parte do contexto e dos objetivos do negócio.
Saiba mais sobre como funciona o Método Aguila.
Conclusão:
Sentir medo antes de do rebranding é normal. Afinal, mudar a marca é um mix de sentimentos e significa mexer na representação de anos de história e investimento. Mas esse medo não precisa decidir o futuro da empresa.
Rebranding é o caminho natural de todo negócio que cresceu e amadureceu. É um processo de evolução e não destruição. É reconhecer a maturidade do negócio e fazer a marca acompanhar essa evolução. É o ato de valorizar as conquistas até aqui, enquanto se aperfeiçoa o que já funciona para trazer uma nova visão.
O mais assustador não é mudar, é permanecer usando uma marca que já não representa onde a empresa chegou — ou onde pretende chegar.
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Quem escreveu este artigo
Raissa Andrade é estrategista de marcas e designer especializada em consultorias e startups B2B.
Há 4 anos à frente do Estúdio Aguila, auxilia empresas B2B a construírem marcas que geram confiança, diferenciam e crescem com consistência. Autora da Newsletter Negócio, Marca & Produto.
Raissa Andrade
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