Rebranding B2B: Fazer internamente ou contratar uma agência?
Fazer o rebranding internamente ou contratar uma agência? Compare os dois caminhos e descubra como tomar a melhor decisão para a sua empresa B2B.
IDENTIDADE VISUALBRANDINGNEGÓCIOS
Raissa Andrade
8/31/20267 min ler


Sua empresa mudou, os serviços evoluíram, o público se tornou mais exigente, novos concorrentes apareceram e o negócio começou a disputar contratos maiores. Ainda assim, a marca continua comunicando a empresa de alguns anos atrás.
É nesse momento que surge uma decisão importante: fazer o rebranding com a equipe interna ou contratar uma agência?
Antes de mais nada: não existe uma resposta certa. A escolha depende da profundidade da mudança, da capacidade do time e do impacto que a marca irá exercer sobre os próximos movimentos da empresa.
No artigo de hoje, você vai entender exatamente isso: principais sinais de que seu negócio B2B precisa de rebranding, prós e contras de fazer internamente x contratar um parceiro externo e como tomar a melhor decisão.
Principais pontos que vamos abordar neste conteúdo:
Quando uma empresa B2B precisa de rebranding?
Rebranding não é apenas mudar a identidade visual
Decisão tomada, o que considerar antes de escolher um caminho?
Afinal, qual das opções custa menos?
Então, é melhor fazer internamente ou contratar uma agência?
Como o Estúdio Aguila conduz projetos de rebranding B2B
Quando uma empresa B2B precisa de rebranding?
O principal sinal de que chegou a hora de reformular a marca aparece quando ela deixa de representar o negócio atual ou começa a prejudicar a percepção da empresa no mercado.
É um cenário natural que acontece depois de mudanças relevantes: o amadurecimento do produto, a entrada em um novo segmento, a expansão dos serviços, um reposicionamento comercial ou a decisão de conquistar clientes maiores. Sinais de alerta:
A marca se parece demais com os concorrentes;
Materiais comerciais não transmitem o nível da entrega;
Cada área apresenta o negócio de uma maneira diferente;
O público não entende de forma clara o que a empresa faz.
Com isso, a equipe comercial passa a ter o dobro de esforço para conseguir fechar contratos maiores. A marca não transmite a confiança nem demonstra a expertise necessárias para reduzir a insegurança dos potenciais clientes.
Rebranding não é apenas mudar a identidade visual
Quando se fala de rebranding, a primeira coisa que vem à mente é: mudar o logotipo ou identidade visual. Sim, um projeto de rebranding pode incluir mudanças no logotipo, nas cores, na tipografia e no sistema visual. Contudo, esses elementos são consequências de decisões anteriores.
Antes do design, é preciso esclarecer qual espaço a empresa quer ocupar, para quem deseja ser relevante, como deve ser percebida e quais atributos, de fato, a diferenciam.
Por isso, antes do rebranding vem o diagnóstico. O objetivo não é apagar a marca anterior, é entender o que perdeu força, o que ainda gera valor e o que precisa evoluir para acompanhar o negócio.
Se a estratégia e o posicionamento da marca continuam válidos, mudar apenas a parte visual (redesign) é a escolha certa. Mas, se houve mudança de oferta, público, proposta de valor ou direção, é necessário rever camadas mais profundas da marca.
A dimensão dessa mudança é o principal fator pra decidir entre fazer o rebranding internamente ou contratar uma agência.
Decisão tomada, o que considerar antes de escolher um caminho?
Agora que você tomou a decisão de reformular sua marca, antes de definir se a reformulação será feita por uma agência, um time interno ou um especialista externo, é fundamental avaliar:
O prazo e a urgência da mudança;
O nível de maturidade da marca no mercado;
O impacto do rebranding na estratégia de negócios;
A capacidade interna para desenvolver um projeto de branding.
Agora, vamos analisar os três caminhos disponíveis.
Agência de marketing generalista: vantagens e desvantagens
Muitas empresas optam por agências de marketing para conduzir a reformulação da marca. Essa escolha tem pontos positivos e desafios que precisam ser considerados.
Vantagens:
Experiência com diversas marcas e metodologias;
Geralmente entregam soluções rápidas, aproveitando bases estruturadas;
Funcionam bem para execução operacional (redes sociais, materiais gráficos, performance);
Aliviam a carga do time interno, entregando conteúdos e campanhas de forma rápida, o que permite que o time foque em outras demandas;
Desvantagens:
Costumam priorizar soluções padronizadas para otimizar tempo e custos;
Pouco tempo para personalizar o que realmente importa: o projeto de marca;
Geralmente, trabalham sobre uma base já definida, sem profundidade estratégica;
Demandas simultâneas com outros clientes, o que tende a impactar a personalização.
Contratar agência não é o problema, a questão é contratar uma estrutura voltada à execução de marketing para resolver uma necessidade estratégica de marca.
Time interno: vantagens e desvantagens
Enquanto isso, outras empresas optam por reformular a marca internamente, acreditando que o conhecimento profundo do negócio seja suficiente. Ainda assim, é necessário avaliar o cenário.
Vantagens:
Redução de custos ao evitar contratações externas;
Conhecem os processos, a operação e os gargalos internos;
Agilidade na comunicação e maior envolvimento no projeto.
Desvantagens:
Prazos mais longos devido a prioridades concorrentes;
Falta de clareza no problema porque estão imersos demais no dia a dia;
Demandas diárias e reuniões emperram o tempo para pensar estrategicamente;
Projetos de marca exigem foco e tempo exclusivo, que raramente existe internamente.
Sem um olhar de fora, fica difícil enxergar o que realmente impede a empresa de se diferenciar no mercado.
Opção estratégica: especialista em branding
Uma terceira alternativa é contratar um estúdio especialista em branding que atue como parceiro estratégico. Ter um parceiro externo focado exclusivamente em branding para consultorias e startups B2B traz:
Vantagens:
Visão clara e não enviesada sobre a marca e o mercado;
Prazos mais equilibrados que não comprometem entregas essenciais;
Tempo dedicado para construir posicionamento de marca alinhado à estratégia de negócios.
Desvantagens:
Investimento superior ao de uma atualização visual pontual;
Dependência maior dos profissionais responsáveis pelo estúdio;
Estrutura menor e capacidade limitada para projetos simultâneos;
Possibilidade de não executar campanhas e demandas contínuas depois do projeto.
Sim, o investimento tende a ser maior do que o de uma atualização visual pontual, mas é proporcional à profundidade do problema e ao impacto da marca sobre marketing, vendas e crescimento.
Afinal, qual das opções custa menos?
À primeira vista, o time interno parece uma solução mais barata, já que não exige a contratação imediata de um fornecedor. Mas a conta precisa considerar o tempo da equipe, o atraso em outras atividades, a possibilidade de retrabalho e o custo de implementar uma direção mal definida.
Contratar uma agência de marketing ou estúdio de branding exige um investimento direto maior. Em contrapartida, a empresa acessa profissionais especializados e um processo estruturado sem precisar montar uma equipe permanente para um projeto pontual.
Mais importante do que comparar apenas os valores é avaliar o risco de cada decisão. Quanto maior a empresa, a exposição da marca e a relevância comercial da mudança, mais caro é corrigir um rebranding conduzido sem profundidade.
E pagar duas vezes por um projeto de branding não é exatamente o tipo de experiência que agrada ao financeiro.
Então, é melhor fazer internamente ou contratar uma agência?
Se a necessidade é somente organizar ou atualizar elementos existentes, e a empresa dispõe de profissionais qualificados e consegue dedicar tempo ao projeto, a equipe interna é capaz de conduzir o rebranding.
No entanto, se o rebranding requer reposicionamento, diferenciação, entrada em novos mercados ou uma transformação relevante na percepção do negócio, contratar uma agência ou estúdio especializado é a opção mais segura.
Uma terceira opção interessante é: desenvolver o projeto com liderança externa e participação ativa da equipe interna. Nesse modelo, o parceiro conduz o diagnóstico e a construção da marca, enquanto as pessoas da empresa compartilham conhecimento, validam decisões e preparam a implementação.
Como o Estúdio Aguila conduz projetos de rebranding B2B
No Estúdio Aguila, o rebranding é desenvolvido a partir da relação entre marca e negócio. O objetivo é construir uma marca capaz de representar sua evolução, organizar sua comunicação e gerar confiança antes da primeira reunião de vendas.
Obviamente, a mudança visual, na maioria dos casos, também faz parte do processo. O projeto é conduzido pelo Método Aguila, dividido em três etapas: Diagnóstico, Estrutura e Construção.
Diagnóstico: entender o negócio, o público, o mercado e o problema central.
Estrutura: transformar informações em definições estratégicas de marca.
Construção: materializar a estratégia no posicionamento e nas identidades verbal e visual previstas no projeto.
Esse processo é indicado para startups e consultorias B2B que cresceram, mas continuam se apresentando com uma marca que já não acompanha o nível da empresa.
Conclusão:
Como vimos ao longo do artigo, não existe uma decisão absoluta. É preciso avaliar o momento do negócio, a estrutura do time e o tempo disponível para o rebranding.
Independente da sua decisão final, a marca precisa acompanhar os objetivos da empresa. Se existe uma distância entre o que ela comunica, quem o negócio é e onde pretende chegar, essa falha afeta marketing, vendas e a percepção construída no mercado.
Agora que você já sabe como tomar a melhor decisão, o que falta para construir uma marca que trabalha a favor do seu negócio?
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Quem escreveu este artigo
Raissa Andrade é estrategista de marcas e designer especializada em consultorias e startups B2B.
Há 4 anos à frente do Estúdio Aguila, auxilia empresas B2B a construírem marcas que geram confiança, diferenciam e crescem com consistência. Autora da Newsletter Negócio, Marca & Produto.
Raissa Andrade
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