Branding ou identidade visual: do que sua consultoria B2B precisa?
Entenda a diferença entre branding e identidade visual e descubra qual projeto sua consultoria B2B precisa para se posicionar e gerar confiança.
IDENTIDADE VISUALBRANDINGNEGÓCIOS
Raissa Andrade
7/4/20246 min ler


Branding e identidade visual resolvem problemas diferentes. Enquanto a marca é a percepção construída sobre a empresa; o branding organiza essa construção, e a identidade visual transforma a estratégia em elementos visuais reconhecíveis.
Sendo assim, nem toda empresa B2B precisa começar com um projeto completo de branding. Em alguns casos, desenvolver ou atualizar a identidade visual é suficiente. Em outros, mudar apenas o logotipo e as cores cria uma embalagem nova para um problema que segue intacto.
A escolha depende do momento da empresa, dos objetivos do negócio e, principalmente, da clareza que já existe sobre a marca.
No artigo de hoje, você vai entender as diferenças entre branding e identidade visual e como avaliar de qual deles a sua consultoria B2B precisa.
Principais pontos que vamos abordar neste conteúdo:
Qual é a diferença entre branding e identidade visual?
Quando sua empresa precisa apenas de identidade visual?
Quando sua empresa precisa de um projeto de branding?
Por que uma nova identidade visual nem sempre resolve o problema?
Projeto de branding também inclui identidade visual?
Como decidir entre branding e identidade visual?
Qual é a diferença entre branding e identidade visual?
Branding é o processo de construir, posicionar e gerenciar uma marca. A função dele é organizar as ideias que orientam como a empresa se apresenta, comunica seu valor e se diferencia dos concorrentes.
Projetos de brandings definem o posicionamento, a proposta de valor, os diferenciais, a personalidade, as mensagens principais e a identidade verbal da marca. Essas definições juntas, se tornam a base para orientar decisões de marketing, vendas, comunicação, cultura e experiência do cliente, a chamada estratégia de marca.
Já a identidade visual é uma parte dessa construção, é o conjunto dos elementos usados para representar visualmente a marca: logotipo, cores, tipografia, grafismos, direção fotográfica, ícones, composições e aplicações.
Em resumo: o branding define o que a marca precisa transmitir. A identidade visual executa essa definição visualmente.
Portanto, é possível criar uma identidade visual sem desenvolver uma estratégia de marca completa. Agora, quando a empresa ainda não sabe o que precisa comunicar e espera que o design encontre essa resposta sozinho, temos um problema.
Quando sua empresa precisa apenas de identidade visual?
Vamos a um exemplo prático: Uma consultoria B2B, já tem uma metodologia consolidada, uma proposta de valor reconhecida pelos clientes e um discurso comercial consistente, mas ainda utilizar uma identidade visual genérica criada no início do negócio.
Os sócios sabem quem desejam alcançar, qual problema resolvem, por que os clientes escolhem a empresa e como ela deve ser percebida. O posicionamento está definido, as mensagens são coerentes e existe segurança sobre os próximos passos do negócio.
Aqui, o trabalho visual organiza e traduz uma base estratégica que já existe, ou seja, só é necessário atualizar a identidade visual da marca.
Outro cenário é de empresas em estágios iniciais que precisam validar uma oferta antes de investir em uma construção mais ampla. Desde que exista um mínimo de clareza estratégica, é possível desenvolver um sistema visual mais enxuto e compatível com essa fase.
O ponto é simples: identidade visual funciona bem quando existe algo definido para que ela expresse. Ela é a ponta do iceberg, antes da parte visual vem a marca (posicionamento, público, percepção de valor, diferenciais, etc).
Quando sua empresa precisa de um projeto de branding?
Agora, vamos a um outro exemplo: uma consultoria B2B cresceu, ampliou seus serviços ou mudou de público, mas continua se apresentando da mesma forma.
Exemplo 2: os sócios descrevem o negócio de um jeito, o comercial descreve de outro; a comunicação depende de frases genéricas e os potenciais clientes não conseguem perceber por que deveriam escolher aquela empresa.
Em ambos os casos, a raiz do problema não está na parte visual, mas na estrutura da marca. Aqui, o branding é necessário (e urgente). Sinais claros de que o problema está na falta de clareza da marca:
Não consegue explicar seus diferenciais com clareza;
Precisa organizar várias soluções dentro de uma mesma marca;
Empresa cresceu, mas a marca não acompanhou essa evolução;
Mudou de público, serviço, modelo de negócio ou posicionamento;
Quer fazer um rebranding, mas ainda não definiu o que precisa mudar;
Apresenta mensagens diferentes no site, nas redes sociais e nas vendas;
Parece igual aos concorrentes e disputa vendas principalmente por preço;
Deseja entrar em um mercado mais exigente ou aumentar o valor dos contratos;
Nessas situações, começar pela identidade visual inverte a ordem do trabalho. Antes de decidir como a empresa deve parecer, é necessário entender o que ela precisa representar.
Por que uma nova identidade visual nem sempre resolve o problema?
Assim que uma empresa B2B percebe que sua comunicação está fraca, a reação mais comum é procurar um novo logotipo. É uma mudança visível, concreta e relativamente fácil de identificar. Mas nem todo problema de percepção nasce no visual.
Se a proposta de valor continua genérica, a nova identidade será aplicada sobre uma mensagem genérica. Se os diferenciais não estão claros, o design deixa a empresa mais bonita e a falta de diferenciação continua. Se cada vendedor explica o negócio de uma forma, trocar as cores não resolve a inconsistência.
É assim que diversas empresas B2B passam por inúmeras mudanças visuais sem conseguir construir uma marca reconhecida. Elas redesenham a superfície, mas não investigam o que está causando o problema.
Com isso, seguem queimando verba com projetos que nunca saem da gaveta. Identidade visual nova não compensa a ausência de posicionamento.
Projeto de branding também inclui identidade visual?
Depende do escopo contratado. Alguns projetos de branding trabalham somente a estratégia; outros incluem posicionamento, identidade verbal e identidade visual dentro do mesmo processo.
Aqui no Estúdio Aguila, a construção da marca parte do diagnóstico do negócio, do mercado, dos concorrentes e do público. A partir disso, estruturamos o posicionamento e definimos como a empresa precisa se comportar, falar e parecer.
Essa ordem evita decisões visuais baseadas apenas no gosto pessoal. Cores, tipografia, linguagem e direção criativa não são tratas como escolhas soltas, elas cumprem uma função dentro da estratégia.
Como resultado, temos uma marca mais coerente com o negócio e mais preparada para gerar confiança nos pontos de contato que antecedem a venda (além de bonita é claro, marca estratégica, funcional e bonita).
Como decidir entre branding e identidade visual?
Para decidir, é bom antes de contratar qualquer projeto responder essas perguntas:
O problema está no visual ou começa antes dele?
Os diferenciais estão claros e são relevantes para o cliente?
A marca atual representa o nível de maturidade do negócio?
A empresa sabe exatamente qual percepção deseja construir?
Marketing, vendas e liderança apresentam a mesma mensagem?
Se as respostas estratégicas já estão definidas e o principal obstáculo está na forma como a empresa se apresenta, a identidade visual é o caminho mais adequado.
Se as respostas são vagas, contraditórias ou dependem da opinião de cada pessoa da equipe, a empresa provavelmente precisa de branding. Nesse caso, a identidade visual será uma consequência da estratégia, não o ponto de partida.
Conclusão
Enquanto a identidade visual muda a maneira como a empresa é reconhecida visualmente, o branding organiza a maneira como ela deseja ser percebida pelo mercado. Os dois trabalhos são importantes, mas não são intercambiáveis.
Se a sua consultoria já possui uma estratégia clara, uma nova identidade visual é o suficiente. Mas, se ela cresceu sem organizar seu posicionamento, parece igual à concorrência ou não transmite a confiança necessária para vender, trocar apenas o logotipo é pouco (e perda de tempo e dinheiro). O importante não é só o que o mercado vê, é o que ele entende.
Não sabe qual projeto se encaixa melhor no momento da sua empresa? Converse com o Estúdio Aguila e vamos avaliar o que precisa ser construído antes de tudo.
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Quem escreveu este artigo
Raissa Andrade é designer, estrategista de marcas, carioca, e apaixonada por comunicação e tecnologia. Trabalha exclusivamente na construção de marcas há 4 anos e está à frente do Estúdio Aguila.
Também é autora da Newsletter Negócio, Marca & Produto, onde escreve semanalmente sobre branding e negócios B2B.
Raissa Andrade
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