Por que as marcas estão apostando tanto em nostalgia? E como usá-la a seu favor no B2B
As lembranças precisam ser criadas e refrescadas. Nostalgia nada mais é do que refrescar aquelas lembranças que nos fazem bem.
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Raissa Andrade
1/16/20264 min ler


Sabe quando você sente um cheiro e isso te transporta para um momento específico da sua infância? E quando você ouve uma música e ela te desperta lembranças de um tempo que não volta mais? Essa é a nostalgia (tão em alta recentemente).
Qual a razão disso? Nossa vida é um emaranhado de acontecimentos. Alguns bons, outros ruins e todos se entrelaçam para formar a nossa percepção de mundo. Ok, bem filosófico.
Mas o que isso tem a ver com marca, negócio, produto, branding e afins? Ainda que eu deseje fingir que você não se perguntou isso, vou explicar: exatamente tudo a ver.
Neste artigo, você vai entender porque a nostalgia é tão forte e como usá-la a favor do seu negócio, por meio da construção de marca.
Principais pontos que vamos abordar neste conteúdo:
Por que a nostalgia é tão forte?
Lembranças podem (e devem ser criadas)
Passando como quem não quer nada…
Aparecer para as pessoas certas, no momento certo e da forma certa
Por que a nostalgia é tão forte?
Pensa na sua melhor memória, o melhor dia da sua vida. Acredito que você saiba exatamente como foi. E se fechar os olhos, consiga se transportar para lá.
Sente os cheiros, enxerga o ambiente, as pessoas que participaram, lembra exatamente de como se sentiu naquele dia. Arrisco dizer que é capaz de recordar com riqueza os detalhes mais insignificantes.
Falando de mim: eu conecto pessoas a momentos, coisas, cheiros, músicas, etc. Na minha mente, tudo está conectado e faz sentido.
Quando ouço uma música do Nirvana, por exemplo, me transporto para o ensino médio (calma, eu tenho 28 anos, é que sempre curti músicas antigas) quando no intervalo, um amigo tocava violão e eu cantava (bom, tentava).
Consigo sentir o sol no meu rosto, ouvir as cordas do violão, lembrar das conversas e das risadas enquanto imaginávamos ser uma banda grunge (tenho a foto até hoje que fizemos imitando uma capa de álbum de rock).
Essa é apenas uma das minhas muitas lembranças marcadas por músicas. Consegue perceber o porquê da nostalgia ser tão forte, principalmente hoje?
Lembranças podem (e devem ser criadas)
As lembranças precisam ser criadas e refrescadas. Nostalgia nada mais é do que refrescar aquelas lembranças que nos fazem bem.
Temos as lembranças, no entanto, com o tempo, elas vão sendo empurradas para o fundo do baú da mente. Mas de repente, um gatilho traz tudo à tona.
Alguns desses gatilhos são propositais e nos levam de volta àquele momento específico.
Quando pensamos em marcas, o mesmo acontece. As pessoas lembram das marcas, contudo, precisam ter essas lembranças refrescadas.
Seja por meio de um anúncio, um conteúdo, uma campanha física (essas aqui EU AMO e estão voltando com tudo). Isso se chama Brand Awareness, aumentar a “consciência” das pessoas sobre a sua marca.
Com tanta coisa na mente, a gente esquece fácil do que precisa comprar, fazer, das tarefas pendentes, etc. É função da sua marca não permitir que o público esqueça de você (com equilíbrio, porque ninguém gosta de gente forçada).
Passando como quem não quer nada…
Quanto mais você aparece (para as pessoas certas, obviamente) mais a consciência de marca aumenta. Mais forte se torna a sua reputação e o espaço no mercado (e na mente das pessoas).
A cada aparição e interação da sua marca com o público, associações são criadas. E quando essas associações são positivas, elas geram uma identificação tão forte nas pessoas, que elas passam a confiar nos produtos/serviços, e consequentemente, na marca. É como se tivesse sido tatuado na mente: eu confio nisso aqui.
Esse fenômeno se chama Gut Feeling e no branding, consideramos isso como a definição de marca (outro dia explico melhor, porque é extenso). O que importa, agora, é você entender que o Gut Feeling funciona como um sexto sentido.
É um sentimento visceral, tanto de confiança, quanto de desconfiança quando você pensa em uma marca ou produto.
Ele manda em tudo. Você não sabe explicar, mas algo te atrai, de uma forma tão forte, que você para de pensar e confia.
O contrário também é válido: algo te repele, de uma forma tão forte, que você para de pensar e desconfia de tudo o que aquela marca faz.
É como se estivesse tatuado na sua mente: não confie de jeito nenhum nisso aqui. Serve para marcas, para pessoas e para lugares.
Aparecer para as pessoas certas, no momento certo e da forma certa
Por isso, para gerar lembranças e associações positivas, não adianta aparecer sem direcionamento. Nem toda visibilidade vale a pena.
E como saber qual visibilidade vale a pena? Somente construindo uma marca forte, fiel à sua essência e alinhada aos objetivos de negócio.
Sem esse direcionamento, o Brand Awareness (lembrança de marca) pode ter resultados catastróficos, gerando um Gut Feeling (sexto sentido) de desconfiança.
Antes de refrescar as lembranças das pessoas sobre a sua marca é preciso saber:
Estou construindo as lembranças e associações certas?
Como quero ser visto? Como quero que lembrem de mim?
Essas pessoas realmente são as que valorizam a minha solução?
Quais lembranças valem a pena “refrescar”? Quais eu devo aniquilar?
Como chamar a atenção das pessoas que precisam de mim e enxergam valor no meu produto?
Essas perguntas já vão te ajudar (e muito!) na construção do Awareness da sua marca.
Conclusão:
As lembranças estão presentes em todos os nossos relacionamentos, principalmente, nas relações de compras. Seja no B2C ou B2B, as lembranças e associações ditam o nosso comportamento.
Para finalizar, segundo o relatório The Multiplier Effect, clientes com percepções favoráveis da marca são 6x mais suscetíveis a comprar mais de um produto de uma vez ou a fazer futuras compras.
Ainda acredita que o Brand Awareness não é tão importante assim?
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Responda algumas perguntas pra gente entender melhor as suas necessidades, e então, entramos em contato com você.
