Estética em 1º lugar: Por que julgamos livros, pessoas e marcas pela capa?
Beleza atrai, personalidade conquista. O marketing atrai os seus possíveis clientes, mas o branding conquista e fideliza.
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Raissa Andrade
1/12/20265 min ler


“Aparência física não quer dizer nada. O que importa é a beleza interior.” Você finge que é verdade, e eu finjo que acredito. Julgamos tudo e todos pela capa. O primeiro item que você repara numa pessoa logo que a conhece é a aparência física.
Quando digo isso, não estou me referindo apenas ao fato da pessoa ser bonita ou não, de acordo com os padrões de beleza da sociedade. E sim sobre essa pessoa estar bem arrumada, bem apresentável, se ela está limpa, etc.
Esses fatores combinados transmitem credibilidade ou não. Nós associamos aparência a credibilidade.
E essa associação vem da leitura que o seu cérebro faz da aparência da pessoa para entender se vai ou não levá-la a sério. Ocorre em uma questão de segundos.
Principais pontos que vamos abordar neste conteúdo:
Julgar pela aparência é tão superficial…
A beleza é holística, diziam os gregos antigos
Os mais bonitos são mais tudo: é assim que nosso cérebro julga
Mas branding não é só B2C?
Dados e referências utilizadas
Julgar pela aparência é tão superficial…
Julgar alguém pela aparência não significa que você seja alguém ruim, que não presta, superficial, etc. O ser humano é visual. O nosso cérebro interpreta imagens muitíssimo mais rápido do que sons e palavras (apenas 13 milissegundo por imagem - In the blink of an eye, MIT News).
Logo, é algo que parte da natureza humana, não quer dizer que você seja ruim ou bom. Quando se trata de marcas, então? É aí que o visual fala ainda mais alto.
Eu não sei você, mas eu não compro produtos que eu considero feios. A meu ver, para eu comprar algo preciso achar bonito, interessante, e principalmente gostar da embalagem (aqui já é mania de designer, confesso).
Somos atraídos pela beleza, por coisas bonitas, lugares paradisíacos, por que você acha que existe o termo “instagramável”?
Contudo, a beleza costuma ser traiçoeira. Quem nunca conheceu alguém lindíssimo e após uns cinco minutos de conversa mudou drasticamente a percepção? A beleza e o encanto derreteram depois de conhecer melhor a pessoa. Acontece com todo mundo.
A beleza é holística, diziam os gregos antigos
A verdade é que a beleza física atrai, mas a personalidade sustenta essa atração, e com o tempo, a fortalece. Na Grécia antiga já existia essa noção de que a beleza vai além do físico.
O belo era interpretado como algo em quatro esferas:
A beleza física, no sentido de aparência.
A beleza intelectual, no sentido de inteligência e sabedoria.
A beleza espiritual, no sentido da espiritualidade, do seu relacionamento com o divino, com os deuses, etc.
E a beleza da saúde, obviamente, do sentido de ser saudável, de estar cuidando de si, da prática de esportes, etc.
Então, esses quatro aspectos determinavam se alguém era belo ou não. Se faltasse um, você estaria eliminado da equação da beleza. O belo era cultuado e acreditava-se que as pessoas mais belas eram as mais virtuosas e, portanto, mais próximas dos deuses, e agraciadas por suas dádivas.
Os mais bonitos são mais tudo: é assim que nosso cérebro julga
Nos dias de hoje, continuamos considerando pessoas bonitas como mais inteligentes, mais interessantes, mais populares, mais agradáveis, ainda que elas não o sejam. Quando se trata de marcas, a primeira coisa que a gente nota também é a aparência.
Porém, o visual tem as suas armadilhas. Nem sempre uma pessoa bonita ou algo esteticamente atraente é, de fato, verdadeiro, interessante ou bom.
De nada adianta uma marca ser bonita visualmente, ter um design que chame a atenção se ela não for capaz de sustentar essa atração que o público sente por meio da personalidade.
Aqui entra o branding. Essa conexão com o público se constrói ao passo que a marca se comporta como uma pessoa. Construindo e transmitindo a personalidade da marca, sensações, conceitos, histórias, valores, etc.
Mas branding não é só B2C?
Inclusive, no B2B funciona de forma semelhante. Até porque, o B2B também se trata de pessoas que sentem. Ou seja, é necessário chegar às emoções dessas pessoas de alguma forma, para estabelecer confiança e credibilidade na sua marca e nos seus produtos.
As motivações de compra no B2B também possuem aspectos emocionais, quem decide escolher um software ou serviço, decide porque:
Deseja de ser promovido e demonstrar resultados rápidos
Tem necessidade de justificar sua contratação nos primeiros 90 dias no cargo
Sente receio de errar e sofrer impacto na reputação profissional
Sofre pressão para acompanhar a concorrência
Busca por status e reconhecimento no setor
Cada um desses aspectos faz parte da natureza humana e molda nossas decisões também no campo profissional. Por isso, é papel da sua marca ser atraente (design bonito) e interessante (branding bem construído).
Conclusão:
A beleza pode não ser tudo, no entanto, ela forma a primeira impressão em nossa mente tanto sobre pessoas quanto sobre marcas e produtos. É necessário encontrar o equilíbrio nas marcas entre: visual atraente, funcionalidade e interesse no público.
Beleza atrai, personalidade conquista. O marketing atrai os seus possíveis clientes, mas o branding conquista e fideliza.
A parte visual da marca é importante? Sem dúvidas, porém, a base, o invisível, é o que sustenta. E essa base só pode ser construída por meio do branding.
Dados e referências utilizadas:
Pessoas bonitas são vistas como mais inteligentes (ainda que não o sejam) — Blinded by Beauty: Attractiveness Bias and Accurate Perceptions of Academic Performance, PLOS One.
A aparência impacta salário e progressão na carreira — When Does Beauty Pay? A Large-Scale Image-Based Appearance Analysis on Career Transitions, INFORMS Pubs Online; Beauty and The Labor Market, Eastern Illinois University
Beleza ajuda a “subir” na liderança e nas escolhas sociais — The Beauty Bias and Leader Emergence: A Theoretical Integration, Extension, and Meta-Analysis, SAGE Journals; What is beautiful is still good: the attractiveness halo effect in the era of beauty filters, The Royal Society
O belo é visto como bom (em todos os sentidos) — What Is Beautiful is Good, University of Wisconsin
Produtos bonitos são percebidos como melhores e valem mais dinheiro — Effects of Design Aesthetics on the Perceived Value of a Product, PMC – Pub Med Central; Do tech products have a beauty premium? The effect of visual aesthetics of wearables on willingness-to-pay premium and the role of product category involvement, Science Direct.
Aparência facilita decisões de compra e reduz atrito — The Aesthetic-Usability Effect, Nielson Norman Group
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